Roger Prospero Blog

Um pouco de tudo, que sei tudo, nada ou quase nada

Aos meus filhos

Ultimamente tenho pensado muito sobre a paternidade. Lógico que o nascimento do Enzo é que está me levando a isto. A experiência de ter o segundo filho é algo diferente, enriquecedor, motivo de imensa alegria, mas também de muita angústia e preocupação. Será que conseguirei ser um bom pai para dois filhos? Será que conseguirei guiá-los da maneira adequada ao longo da vida? Como vou conciliar o amor que sinto por cada um deles? Terei condições financeiras de dar bom estudo, cultura, diversão? O que preciso mudar na educação que darei a eles em relação a que tive? Quais os valores morais e religiosos que preciso passar? De que forma deve ser abordada a questão sexual? Em que momento a minha vida deve ser colocada em primeiro plano em relação a vida deles? O que minha esposa pensa em relação a tudo isto? Até que ponto a experiência dos avós deve interferir na educação deles? Quais as expectativas que eles tem e terão em relação a mim? Qal a visão, a imagem que eles tem de mim? No fundo, sei que nada disto importa enquanto dúvida, mas tudo isto importa na prática. Quero muito que meus filhos saibam que são muito queridos, amados, que o amor que sinto por eles é incondicional, que tudo que faço na minha vida, hoje, é consequência do imenso amor que sinto por eles. Não dou um passo (á frente ou para trás) sem que a métrica que use tenha eles como pano de fundo. Tudo que faço é pensado no conforto e no bem estar deles. Desde a bronca, o beijo, o carinho, o (meu) rumo profissional, a ajuda na lição, o não contundente, o sim alegre, tudo é calculado para que eles tenham um futuro, uma vida, sejam honestos, carinhosos, alegres, humildes, profissionais e tenham uma vida longa e útil. Filhos, que fique registrado para todo o sempre: o papai ama e sente muito orgulho de vocês. E agradeço todos os dias a experiência, a dor mas, principalmente, a delícia de ser pai da Isadora (minha Tica) e do Enzo (meu Tutu).

02/09/2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

São Marcos do Parque Antárctica

marcos_defendendo_o_penalti_de_marcelinhoQuantos jogadores hoje podem se dar ao luxo de ser ídolos em seus clubes? Ídolos de verdade, não estes que a imprensa tenta forjar, empurrar goela abaixo dos torcedores. São Marcos do Parque Antárctica é o cara. Profissional, humilde, exemplo, dedicado, sincero. Marcos é ídolo de todas as torcidas, não só a do meu verdão. Não conheço um só torcedor que não goste do Marcos. Acabou de classificar meu time para a próxima fase da Libertadores. Do mesmo jeito que classificou, por dois anos consecutivos, contra aquele time que só ganha campeonatos regionais. E, quando compra, nacionais. Mas vamos falar de São Marcos. Ele é o cara. Em 1.999 ele estava inspirado. Do mesmo jeito que está hoje. Sinal de alguma coisa? Não importa. Vamos falar um pouco do homem Marcos. Um belo dia ele recebeu uma proposta, que jogador nenhum recusaria, ainda mais um goleiro, para jogar no Arsenal. Recusou, alegando que ficaria longe da família, do seu país, do seu clube de coração. Dinheiro, pra ele e segundo ele, já tem o suficiente. Imaginem o orgulho de seu filho um dia por escutar esta história. Um homem, um simples jogador de futebol, dando exemplo de caráter, de integridade, dos verdadeiros valores que a vida nos põe frente a frente para fazer nossas escolhas. Quando se machucou e ficou um bom tempo afastado, foi até o presidente do clube e pediu para ficar sem receber salário até o final do tratamento. Imaginem só. Com tanto “chinelinho” que existe no futebol… Nunca maltrata repórteres, responde a todas as perguntas sem fazer cara de quem acha o interlocutor burro. Não dá lição de moral em ninguém. A não ser quando vê seus companheiros de clube sem garra, sem pelo menos respeito a camisa. Ouvi várias vezes declarar que ele se sente honrado em vestir a camisa do Palmeiras. Faria o mesmo agradecimento se vestisse a camisa do meu Oeste de Itápolis. Porque ele é do tipo que sempre acha que a vida lhe deu mais do que merece. Seria este o seu segredo? Ser humilde, de verdade e de coração? Ás vezes é recriminado por “falar demais”. Uma vez foi cobrado, por isso, pelo Diego Souza. Diego, aqui vai um conselho: o Marcos, se estiver errado, está certo. Aprenda a ouvir e a respeitar a palavra de quem construiu uma carreira baseada no caráter, na integridade, na humildade, com muito trabalho e muito respeito por quem lhe deu oportunidade na vida. E que é ídolo de uma nação, de uma torcida, mas antes de mais nada é meu ídolo. São Marcos que estais no campo, santificada sejam suas defesas, venha a nós o vosso reino, sejam feitas suas vontades, assim debaixo da trave como pedindo aos céus. O gol nosso que defende cada dia nos dai hoje, perdoai as ofensas do Diego Souza, assim como nós perdoamos os gols dele perdidos, e não nos deixei cair pra segundona nunca mais. Amém!!

12/05/2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , | 2 Comentários

Tenho saudade…

SaudadeDe andar descalço na grama da pracinha, do cheiro da flor(seja ela qual for) do jardim da pracinha, de assistir a sessão da tarde, de dormir depois do almoço, da comida caseira de minha mãe e das minhas tias, dos almoços da família, de receber os parentes em minha casa, da minha infância, de ser inocente, do frio na barriga quando fazia algo errado, de achar algo de valor caído na rua, de ganhar uma rifa, do primeiro salário, da primeira bicicleta, do primeiro dia de aula, do estojo, da mochila e do caderno novos, de fazer novos amigos, de aprender a fazer algo novo, da alegria que sentia ao aprender algo novo, de ter medo da prova, de ir bem na prova, de mostrar o boletim para meus pais (nem sempre), de jogar bola a tarde inteira, de ficar sujo de tanto brincar, de tomar um banho quentinho, de cantar no chuveiro, de ganhar um Ferrorama, de acreditar no Papai Noel, de esperar o Papai Noel, de acreditar em coelho da páscoa, saci pererê e mula sem cabeça, de sentir medo do escuro, de acreditar em todo mundo, de chorar por pouca coisa, de rir muito por nada, de segurar o riso na sala de aula (e não conseguir), de ser elogiado pela professora, de poder comprar lanche na cantina da escola, do lanche que levava para a escola, da D. Ineizinha, da tia boazinha, do tio brincalhão, dos primos que vinham nas férias, das férias na praia, de fazer castelos na areia, da prancha de isopor, das viagens de carro em família, de crescer, de ver meus irmãos crescendo, de ver meus pais envelhecendo, de encontrar um velho amigo no meio da rua, de ficar conversando por horas, de ficar procurando assunto depois de conversar por horas, de elogiar um ente querido, de ver o sorriso do ente querido depois do elogio, de pedir um abraço, de ganhar um abraço, de consolar o melhor amigo, de ser procurado pelo melhor amigo, de ir a pé até a casa do melhor amigo, de não encontrá-lo e ir até a casa de outro amigo, de nadar no rio que encontrei por acaso, de ir na fazenda do melhor amigo, de andar a cavalo, de colecionar figurinhas que vinham no chiclete, de sentir frio e não ligar, de tomar chuva de propósito, de andar descalço na chuva, de andar descalço na enxorrada, de jogar basquete no Ginásio de Esportes, de competir nos jogos escolares, de ganhar uma medalha, de ser considerado o melhor, da dor de ser considerado o pior, de errar o último lance e fazer meu time perder, de poder escolher o número da minha camisa, de procurar ajuda de alguém em que confiava, de ser ajudado por um desconhecido, de parar para dar uma informação, de dormir com a janela aberta, de esquecer de trancar o carro,  de não ter dívidas, de não se preocupar com dinheiro, de não ter dúvidas, de ter um monte de dúvidas, de não saber se estava agindo certo, de agir errado intencionalmente, de fazer a coisa certa depois de errar intencionalmente, de pedir desculpas com a alma, de desculpar com o coração. E você, tem saudade do quê?

11/05/2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , | 3 Comentários

Geração enter, F1 ou ctrl+alt+del???

Outro dia li uma reportagem discutindo a liberação do uso do notebook em sala de aula e sua influência no desempenho, e, principalmente, na debilidade que traz ao induzir o aluno a “escrever” na linguagem usual, distorcida e pobre da internet. Neste ponto eu concordo. Acho que teremos gerações escrevendo errado e na linguagem dos sinais. Tenho acesso a vários tipos de redações por dia, de toda origem e espécie: e-mails, currículos, reportagens, orkut, twitter, facebbok, jornais, revistas, etc. Mesmo verbalmente, o que observo é, cada vez mais, uma decadência ampla, geral e irrestrita do nível intelectual e, principalmente, na forma errada como se escreve e se fala. Esqueçam (só por um momento) vírgulas, acentuações, pontos finais, concordância. Todo mundo desliza nestes itens, é inevitável. Mas daí a escrever palavras completamente erradas, sem nenhuma “parada” (acento, ponto final, vírgula) é agressão, tapa na cara.Pelo amor de Deus, onde vamos parar? Pessoas que ocupam posição de destaque em grandes empresas escrevendo “poçuo”. “dezejo”, “entrar para dentro”, “repercução”, “proceguir”, “auterando”. Selecionei estas palavras abrindo minha caixa de e-mails e não levei mais do que 5 minutos para pinçar estas pérolas do ensino da “nova” gramática. Uma ex-professora de minha filha falou “menas vezes” um dia para explicar algo para mim. Uma professora! Sei que o simples uso do notebook não é o vilão desta história. Mas a tecnologia, em vez de ser acrescentada como um instrumento de formação, virou uma desculpa para a preguiça, para a malemolência. Se hoje escrevo estas linhas é porque minha formação contou com filosofia, português, redação e, principalmente, literatura. Hoje temos áudios books, mas esta ferramenta tecnológica é quase ignorada pelos jovens. E ela não ajuda a ensinar a ler e a escrever corretamente. Um bom livro, daqueles de papel, é imprescindível para a formação de qualquer um. Era comum em minha época de estudante secundarista ter a obrigação de ler certos livros. Hoje quase não vejo estudantes nesta idade com livros nas mãos. E olha que hoje os recursos são infinitamente maiores. Precisamos pensar seriamente que atualizações devem ser feitas nas salas de aula. Acrescentar tecnologia, com certeza, é uma delas. Mas tenho medo que os humanos tenham que implantar um chip na cabeça com o corretor ortográfico do Windows!

29/04/2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

Eu tenho tanto pra lhe falar…

Minha infância. Lembrar-se da infância é lembrar da mãe. Como todo caçula, ganhei toda a proteção e os mimos que tinha direito. E que ás vezes nem tinha. Mas era o caçula, e a “regra” das famílias funciona assim. Adorava quando era acordado de forma doce, com um daqueles termos: “anjinho”, “meu amor”, “ meu coração”, “minha vida”… Gostava quando chegava da escola e o cheiro do almoço dava pra sentir lá da esquina. Filho sabe qual é o cheiro de comida da mãe, à distância. Ás vezes, ao chegar, ainda ganhava um pão “tchotchado” no molho que estivesse no fogo. Abria ainda mais o apetite. A qualquer lugar que ela ia, lá estava eu, junto. Fazia me sentir o melhor dos filhos ao deixar carregar uma sacola, pegar algo nas gôndolas, ir buscar uma carne, comprar um pão. Me esforçava para fazer tudo certinho, pois ganhar um elogio era algo impagável. Chegava a ficar com uns 3 metros de altura depois disto. Não precisava me preocupar em parar de brincar, pois o lanche chegava do nada, na hora certa. Tortas, bolos, sucos. Sábado era o dia do lanche. E que dia. E que lanche. Todo sábado uma especialidade diferente, gostosa, maravilhosa. Esfiha, pizza, cachorro quente, pão recheado. Tudo caseiro, tudo feito por ela. A música cantarolada enquanto fazia alguma obrigação. A mais bela, a mais doce música para os ouvidos de um filho. Joelho ralado, vergonha, falta de amigos, brigas, ciúmes, a descoberta do amor…da dor. Nada disso resiste ao encanto de um abraço acolhedor da mãe. Chegar chorando era algo terrível, receber o conforto e sentar no colo dela era algo indescritível. Deitar a cabeça no colo para assistir televisão e receber carinhos, elogios, afagos no cabelo. Ah, que coisa mágica. A cena, o som da televisão ficava cada vez mais longe e o conforto, a sensação de satisfação cada vez maior. Algumas vezes fui acusado de algo injustamente, como quebrar algo de alguém, rabiscar uma parede, estas coisas de criança. A única que acreditava em mim era ela. E me defendia, contra tudo e contra todos. Aquilo me tornou um homem de caráter. Jurei para mim mesmo que nunca mentiria para ela. Como poderia mentir para a única pessoa que acreditava em mim incondicionalmente? Levei isso para o resto da vida, para todas as pessoas. Quantas vezes a flagrei, distante de mim, me observando com um olhar de ternura enquanto estava brincando. E, por flagrá-la, ainda ganhava um daqueles beijos dados com a boca, depositados na palma da mão e enviados por um sopro. As febres, as dores, as cirurgias, as idas aos dentistas. Bastava uma palavra dela e os males ficavam menores. Vê-la triste era algo pior do que perder o brinquedo mais querido, se afastar do melhor amigo. Nunca achava uma maneira de me aproximar, a melhor forma de dizer algo, confortar. Mas ela fazia passar rápido, o doce sorriso que iluminava meus dias voltava. E assim dia após dia, ano após ano, tudo se repetia. Como num conto de fadas que, infelizmente, tem data pra terminar. Chega a adolescência e a deixamos de lado, para começar a viver a nossa vida. Uma pena: tendo ela por perto, a viagem pela vida ficava mais fácil. Feliz Dia das Mães!!!!

27/04/2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , | 1 Comentário

Os dentes da Isadora

Amigo Silvio Soledade, inspirei-me ao ler um post no seu blog. Lá, você fala sobre a paternidade. De um pensamento que lhe acometeu num destes trânsitos infernais, que faz a gente pensar na e sobre a vida. Você fala sobre a passagem do tempo. Vou pegar o gancho. Isadora tem hoje quase 7 anos. Os dentes estão todos caindo e, para ela, isto é uma festa. Ela cutuca um por um forçando-os a caírem logo. Acho que quase toda criança fez e faz isto. Os pais, neste mesmo tempo, se preocupam em levar ao dentista. Ela em fazer cair os dentes. A Isadora vai ganhar um irmãozinho logo, logo. Como alguns já sabem, quando a Luciana engravidou pela primeira vez, eram gêmeos. Torcíamos para ser um casal. Ela Isadora, ele Enzo. A Isadora desenvolveu-se, depois nasceu forte e saúdável. O outro, infelizmente, não desenvolveu-se. Não quisemos saber o sexo do bebê antes de nascer. Alguns dias antes do parto, sonhei com um menino que ia para o céu. Era o Enzo. Tinha certeza que viria a Isadora. Anos depois, nova gravidez, desta vez trigêmeos. Os três não se desenvolveram logo de início. Um ano depois, nova gravidez. A Isadora nasceu no dia 14/06. A previsão do Enzo, que agora está a caminho, é para o mesmo dia. Mas que raio de ensinamento Deus quis dar para mim, para minha esposa, para minha família? Desenvolver o dom da paciência, tolerância, resignação? Aprender a lidar com a raiva, o desgosto, a morte? Não importa. Importa que, com o passar do tempo, as respostas vão chegando, lentas e indecifráveis, como se fosse necessário montar um quebra cabeças. Aí é que entra a paternidade e os dentes da Isadora. Adultos, parece que perdemos ou esquecemos a(s) prioridade(s) da vida. Passamos a lamentar cada perda, cada partida, cada não, cada negação. Achamos que uma vez perdido, perdido para sempre. Fazemos drama, achamos que a vida acaba ali. Tudo parece errado, acabado, que não merecíamos isso ou aquilo. Sábia é a Isadora, que tenta arrancar os dentes sem ter a certeza que outros nascerão no lugar. Aí vem um adulto e alerta que outro nasce no lugar. E ela tem a “ingenuidade” de acreditar. Mas ela nem tinha perguntado. Ela nem questiona. Pra falar a verdade, pouco importa para ela saber se outros nascerão. Puxa daqui, puxa dali e acha bonito cada dente perdido. E torce para perder outro (ou outros) no próximo dia. Talvez ela até lamentasse algum dia se outros não viessem. Mas isso é futuro. Ela vive o presente. Ela não quer montar o quebra cabeça da vida. No máximo, pegar uma(s) peça(s) e fazer dela(s) uma brincadeira. Se tem algo que estou aprendendo com a paternidade, é (tentar) brincar com os dentes se eles estiverem caindo.

27/04/2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , , | 3 Comentários

Sobre Gabeiras, Welington Salgados e Galisteus

É, estamos vivendo tempos bicudos. Quando até Pedro Simon e Fernando Gabeira admitem ter usado dinheiro público para viajar a passeio (e para fora do país), alguma coisa está muito errada. Vamos tentar chegar a algum lugar: o Corregedor do Conselho de Ética da Câmara é ACM Neto. Irmão do Deputado Federal que abrigou durante anos, às custas do contribuinte, uma mulher com quem teve um filho. O prazer foi dele e nós que bancamos a farra. Será ele que julgará todos os casos que pipocam na imprensa. Estamos mal! Garibaldi Alves, aquele ex-presidente do Senado que constrangeu Lula com um discurso sobre moralidade (porque Lula ficou constrangido?)  no último dia de seu mandato, deu de fazer piadinha sobre o fato do Deputado Faria ter pago passagens a Adriane Galisteu, dizendo que “ele também pagaria se sua namorada fosse bonita igual…”. Estamos mal. Aliás, Dona Galisteu é um daqueles personagens que vivem á sombra de pessoas mais famosas do que ela, seja pelo motivo que for. Essa senhora se aboletou em seu programa (alguém sabe o nome do programa e a TV que ela está atualmente?) e não veio a público prestar esclarecimentos. Dizem por aí que ficou “indignada”. Estamos mal. Michel Temer é o Presidente da Câmara. Ele, o pedinte oficial do PMDB junto ao governo para cargos públicos. Estamos mal. Fernando Gabeira e Pedro Simon admitiram o uso de dinheiro público para viajar a passeio. Aí, meu amigo, estamos mal mesmo. A ponto de um deputado do baixo clero vir a público dizer que “agora ele é igual ao Gabeira, ao Simon”. Aí a porca torce o rabo. Precisamos tomar muito cuidado com o clima que está se instalando no país. Misturar Gabeiras e Simons com Joões, Tattos e Farias é um risco tremendo. Estamos, ainda, engatinhando na democracia. Para se ter idéia, tenho 38 anos e votei apenas 4 vezes para Presidente da República. E, pelo livros de história, são fatos exatamente como os que estão ocorrendo agora que levam a ditadura. Precisamos tomar um cuidado enorme com nossas manifestações públicas de descontentamento. Manifestações como a do Senador Cristovam Buarque sobre um plebiscito discutindo a necessidade do Congresso Nacional me causam arrepios. Pior ainda é onde estamos, na chamada “base”. Quando se abre uma discussão destas em qualquer grupo de amigos, não faltam pessoas defendendo o fechamento do Congresso e a volta da ditadura. Estes mesmos, se questionados em quem votaram para deputado e senador (vereador, então…) na última eleição, simplesmente…não se lembram. Começo a achar que é da natureza do ser humano querer ter um tutor, alguém que decida o que e como ele deve fazer. Por esta linha de raciocínio, é mais fácil ter um boi na frente da boiada. Como alguém pode exigir moralidade de homens públicos se sequer se lembram em quem votaram? Fiscalizar, então… É por isso que os homens públicos fazem o que fazem. Porque nós, o povo, deixamos eles fazer! E, quando fazem, fingimos indignação. E queremos cortar o mal não pela raiz, mas pela planta. Corrupção e farra com o dinheiro público sempre vai existir. O que precisamos fazer é começar a mudar nossa mentalidade. O povo brasileiro tem uma tendência de achar graça em tudo. O bêbado é sempre o mais legal da festa. Está em nossas veias, corre no nosso sangue a mania de dar um jeito para tudo (piegas, né?). Só vamos moralizar a governança pública quando cumprirmos nossos papéis de cidadãos. O povo brasileiro desconhece o verdadeiro papel da cidadania. Acha que é só pendurar uma bandeirinha no carro em época de copa do mundo. A democracia só se consolida passando-se por tudo que se tem que passar por ela, inclusive a corrupção. Mas uma democracia só é real quando emana do povo, de baixo para cima. Querer, a cada foco de corrupção, defender o fechamento de qualquer parlamento é atentar contra a natureza do próprio ser humano, é atentar contra a história e a evloução da humanidade, é, antes de mais nada, atentar contra sí próprio. Faça uma reflexão maior antes de votar. Sua cidadania começa por aí, a fiscalização começa neste momento. Participe de comunidades (hoje está tudo a mão on line). Mas, principalmente, desenvolva seu senso crítico. Ele será o balisador para tudo em sua vida. Inclusive para decidir que tipo de democracia você quer para você, sua família, seu país. Estamos mal. Poderia ser pior. Pode e deve melhorar.

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27/04/2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Educação se faz em casa!

Tema fora de moda nos dias atuais…

Já repararam que quase ninguém mais fala em educação?

Não aquela apostilada que é vendida em larga escala nas escolas.

Estou falando daquela que é o oposto da grosseria, ter a boa educação.

Vamos pegar os exemplos do dia-a-dia (até quando dia-a-dia terá o hífen separando na nova ortografia?). Outro dia estava em (mais) uma fila de espera, na recepção de um prédio comercial. Era o próximo da fila e havia 2 recepcionistas atendendo. “Próximo!” e caminhei em direção a quem havia chamado. Bem, uma moça, de não mais que uns 25 anos, que havia acabado de chegar (depois de mim…) não pensou duas vezes e foi direto para o balcão. Me ignorou completamente. Ainda virou-se e olhou para mim com cara e pensamento que me dá arrepios até hoje, só de lembrar. Ato contínuo, nos dirigimos até a espera do elevador. Ela saiu pra buscar algo e, durante uns 2 minutos, a perdi de vista. Mas bastou aparecer o elevador para o furacão vir voando. Desta vez, não fui o único prejudicado. Ela ignorou todo mundo. Ufa, já estava achando que era algo pessoal. Mas o esbarrão que ela deu num senhor mostrou o contrário. A danada ainda desceu no mesmo andar que eu. Desta vez tomei a precaução de não ser (nunca) mais um obstáculo para ela e a deixei fazer tudo primeiro. Faço isso no trânsito também. Ao perceber que há alguém que dirige muito mal, deixo ficar na minha frente ou na minha lateral, onde posso observar os movimentos. Atrás de  mim, jamais. Nem vou perder tempo comentando mal educação no trânsito, né? Ia deixar de abordar outras histórias. Filas. São nelas que o bicho homem mostra sua verdadeira face. Minha esposa está grávida. Perguntem a ela quem a deixa passar na frente. Dos 352 caixas que existem em todo lugar, apenas 1 atende pessoas de idade, deficientes físicos e grávidas. E botam a pessoa mais lerda, menos treinada neste “caixa exclusivo”. Falta de educação das empresas. Atendimento. Deus do céu, onde está a porcaria da crise? Quantas e quantas vezes sou ignorado por duas ou mais pessoas que continuam seus bates papos (na nova ortografia é bate-papo ou bate papo?) quando chego no local. Quando não é presencial, o bate papo é pelo celular. Tô começando a achar que sou invisível. Ou que tenho cara de quem não paga as contas! Outro dia fui a um restaurante bacana com um casal de amigos após assistir uma peça no teatro. Era tarde, resolvemos procurar este que era 24 horas. Pelo olhar, o garçom queria nos matar quando entramos. Quase consumou o fato durante nossa permanência no local. Quase o xinguei. Opa, este artigo é sobre educação. Palavrões são ditos hoje como se recitava um poema há tempos atrás. Quem o faz, acha que está abafando, que está fazendo bonito. Ignoram-se (tem hífen ou não?) crianças, senhoras e até a mãe. Mãe do céu, já ia me esquecendo: o que é fumar perto de quem está comendo? Será que o miserável que está até os tampos de comida não sabe que o braço dele pendurado para trás não omite a fumaça? Sim, porque os miseráveis acham que é só esticar o braço para a fumaça, puf!, evaporar. Eles tiram dos narizes deles e dos seus, mas enfiam nos nossos. Festas de fim de ano? Ai, ai, ai. Espinhudo esse, hein? Vai merecer um post especial só com este tema. Pra não dizer que não falei das flores, você pede para a pessoa levar alguma “especialidade” e… ela aparece um pé de alface picado (?!?!?). Ou gelatina. O maldito nem encosta no prato que levou. Comer. Em que estábulo certas pessoas foram criadas? Se colocar um aparelho para medir a altura do som na hora em que estão fazendo a refeição, o local é interditado na hora. Parabéns, por favor, obrigado, agradeço, muita gentileza sua, boas maneiras. É verdade que na reforma ortográfica estas palavras foram suprimidas?<script type=”text/javascript” src=”http://embed.blogblogs.com.br/embed/blogrank?blog_id=212464″></script>

27/04/2009 Posted by | Uncategorized | , , , | Deixe um comentário

Agora responde pra mim, ô Ronaldo!!!

Não vou ficar floreando nem começar justificando nada. Ronaldo, pra mim, sempre foi um finalizador e um jogador (bem) acima da média. Sua carreira, suas jogadas e seus gols falam por si.

Mas este Ronaldo dos últimos tempos não justifica a fama que sempre teve.

Peço, por licença “poética”, que esqueçam os gols (que, tomara, para seu próprio bem, continuem acontecendo).

Estou falando do Ronaldo que ficou conhecido internacionalmente por ser um exemplo de esportista, de homem público, embaixador da ONU e, porque não dizer, de humildade.

Um pouco atrás no tempo, foi flagrado em um motel de quinta com três homens travestidos de mulher. A escolha do local e da companhia é da intimidade dele. Já parar na delegacia, sabe-se lá por qual razão, é problema de imagem pública. E aí? Aí já não é um problema só dele. E aí? Aí que começo a levantar minha questão.

A quem você quer responder, ô Ronaldo?

Flagrado em saídas noturnas, numa delas com as pernas de uma mulher-polvo entrelaçadas em seu corpo, outra em uma boate (novamente) de quinta categoria no interior de São Paulo e questionado por jornalistas, com a voz quase mansa, alegou que sua vida particular é dele, pertence só a ele. Aquela mesma desculpa que todas as celebridades dão quando não querem usar o jornalismo e os jornalistas para divulgar um produto do qual são garotos propaganda. Fato: Ronaldo é um homem recém casado e com um bebê de poucos meses. A quem você queria responder quando alega que sua vida é sua e não do grande público, que você sempre arrastou para perto de você, ô Ronaldo?

No gol feito contra o Palmeiras, disparou feito um louco em direção ao alambrado, causando a queda do mesmo. Pediu desculpas logo após o jogo. O fato, isolado em si, não merece nenhum comentário maior. Talvez tenha apenas extravasado suas emoções.  E é aí, justamente aí que quero focar: as emoções, ou o estado emocional de Ronaldo.

A partir de não sei quando, Ronaldo resolveu usar sua nova característica, sua nova pele. Que, aliás, não combina em nada com a que sempre vestiu. Ou Ronaldo sempre foi lobo em pele de cordeiro ou ganhou esta na Ilha de Caras e, para não melindrar o patrocinador, resolveu usá-la diariamente.

Me responda, ô Ronaldo, a quem você queria dar uma resposta quando deu uma entrada maldosa num jogador no início do clássico contra o São Paulo? Justo você que sempre foi caçado em campo?

Me responda, ô Ronaldo, a quem você estava respondendo quando, após o gol feito contra o mesmo São Paulo,  cruzou os braços e, imitando o gesto que o companheiro (mal educado e sem noções do que é ser esportista) tinha feito no jogo anterior, apenas mudou os dedos para não ser punido e fazer uma “ironia”? Justo você, que jogou no San Siro, Camp Nou e que circulou por todo o mundo?

Me responda, ô Ronaldo, a quem você quer responder quando, na maior emissora do país, às 18 horas de um domingo, com milhares de crianças assistindo, usa termos como “babaca”, “merda” e desfila raiva, após ter feito uma ótima partida e um belo gol? Justo você que sempre respondeu no campo?

Me responda, ô Ronaldo, a quem você quer responder quando grava um comercial sem pé nem cabeça, só para, no fim, falar, com outras palavras: “eu cheguei onde estou porque tomo cerveja!”? Justo você que fez campanha (gratuita) para a ONU?

Resumindo: o jogador do fair play, embaixador da ONU, exemplo de superação e de profissionalismo para todas as idades, exemplo para milhares de garotos ainda em formação de suas personalidades, está se transformando no homem do mal exemplo, que larga a mulher e a filha recém nascida em casa para freqüentar inferninhos e buscar satisfações alternativas com travestis, cerveja, palavrões e agressões físicas e verbais.

Bem diferente do Ronaldo que sempre foi ídolo, exemplo e inspiração.

Uma pena!

Já que você acha que está dando um monte de respostas a um monte de gente por aí, agora responda pra mim, ô Ronaldo: onde você quer ou acha que vai chegar agindo assim?

Agora responda pra mim, ô Ronaldo!!!!

27/04/2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , | 2 Comentários